
O requeijão cremoso é um dos derivados lácteos mais tradicionais e populares do Brasil, presente em 64,5% dos lares brasileiros e consumido em diversas ocasiões – do café da manhã a receitas culinárias. Nos últimos anos, o mercado de requeijão tem apresentado crescimento significativo e grande relevância dentro da indústria de laticínios. Em 2022, a produção nacional de requeijão ultrapassou 380 mil toneladas, refletindo um aumento de quase 15% em relação a 2017. Esse volume expressivo faz do requeijão um dos principais queijos produzidos no país, próximo à liderança da muçarela em termos de quantidade.
Desde 2012, o requeijão se consolidou como o queijo processado mais consumido no mercado brasileiro, superando inclusive a muçarela em preferência dos consumidores. Esse sucesso deve-se, em parte, ao perfil de consumo do brasileiro: o requeijão é um produto versátil, tipicamente brasileiro, usado tanto como pastoso para passar no pão quanto como ingrediente culinário em pratos doces e salgados. No mercado, destacam-se dois tipos principais de requeijão: o requeijão cremoso, de consistência macia, ideal para consumo direto; e o requeijão culinário, de consistência mais firme e geralmente comercializado em barras ou bisnagas, voltado para uso em receitas e cozinhas profissionais.
A demanda crescente por requeijão tem atraído inúmeras marcas e intensificado a concorrência. Hoje, encontram-se desde linhas econômicas até requeijões premium nas prateleiras. Para se destacar nesse cenário competitivo, as indústrias investem em qualidade do produto como fator decisivo. Entre os pontos cruciais para conquistar o consumidor estão:
Esses atributos não apenas agradam o consumidor final, mas também agregam valor ao produto para aplicações no food service, onde a qualidade e estabilidade do requeijão são essenciais para pizzas, salgados, molhos e outros pratos.
Em termos de perfil de consumo, pesquisas recentes indicam que o requeijão figura entre os queijos favoritos dos brasileiros, ao lado de tradicionais como queijo Minas, coalho e parmesão. Observa-se também uma variação regional: enquanto nas regiões Sul e Sudeste o consumo per capita de queijo (incluindo requeijão) é mais elevado, no Norte é significativamente menor, refletindo diferenças culturais e de renda. No geral, porém, o consumo de queijos no país vem aumentando: atualmente é em torno de 6 a 7 kg por pessoa/ano, ainda baixo comparado a países europeus, mas crescendo cerca de 3% ao ano. A meta do setor, segundo a ABIQ, é atingir 10 kg/habitante até 2030 – o que sinaliza um potencial de expansão considerável para produtos como o requeijão.
Outro aspecto relevante é a segmentação de mercado. Além do consumo doméstico, o requeijão tem forte presença no canal food service (restaurantes, lanchonetes, padarias), especialmente na forma culinária para preparo de pratos. Marcas tradicionais investem em diversificação – por exemplo, novas versões saborizadas, light ou mix de queijos – para atender nichos específicos e agregar valor. Também há movimentos estratégicos de empresas brasileiras levando o requeijão ao exterior, já que esse produto genuinamente brasileiro encontra pouca concorrência direta internacional e desperta interesse em mercados onde não há equivalente com os mesmos atributos.
O requeijão é considerado uma invenção brasileira, com raízes que remontam ao aproveitamento de subprodutos do leite. Historicamente, o termo “requeijão” está associado ao processo de “requentar” ou reaquecer a massa láctea. No Brasil colonial, produzira-se um queijo conhecido como requeijão de corte – firme por fora e macio por dentro – resultado de aquecer o leite, coalhar e depois cozinhar novamente a massa, técnica trazida por imigrantes portugueses para aproveitar o excedente de leite nas fazendas. Esse requeijão artesanal de corte foi precursor do requeijão moderno.
O requeijão cremoso, tal como consumimos hoje, surgiu no início do século XX. Em 1911, na cidade de Lambari (sul de Minas Gerais), o casal de imigrantes italianos Mário e Rosa Silvestrini desenvolveu uma receita familiar para criar o primeiro requeijão cremoso do Brasil. O produto foi um sucesso local e, em 1949, a fábrica transferiu-se para São Paulo, ampliando a produção. Na década de 1950, outras empresas passaram a produzir suas versões: em 1955, por exemplo, o requeijão cremoso já era vendido em copos de vidro ou plástico, consolidando de vez esse formato prático. Desde então, o requeijão se espalhou pelo Brasil e tornou-se parte da cultura alimentar nacional.
Como curiosidade, Portugal possui laticínios chamados "requeijão", porém o produto lá é semelhante à ricota (feito a partir do soro do leite) e não ao requeijão cremoso brasileiro, que é feito da massa coagulada do leite misturada a creme e sal fundente. Ou seja, o requeijão brasileiro é realmente um produto único, fruto da criatividade local na arte de fabricar queijos.
Mesmo com a retomada do crescimento na produção de leite no Brasil em 2023 – o IBGE registrou 24,5 bilhões de litros de leite inspecionado captados no ano, alta de 2,5% após quedas em 2021-2022 – a indústria de laticínios enfrenta desafios importantes. Um dos fatores de pressão tem sido a competitividade frente a produtos importados. No início de 2023, por exemplo, mesmo com a queda do preço interno do leite, o Brasil aumentou significativamente a importação de lácteos do Mercosul, que entraram no país a preços mais baixos. Essa concorrência de importados afetou margens de produtores locais e mostrou que apenas a baixa de preços doméstica não basta para segurar a entrada de produtos estrangeiros.
Em resposta, muitos laticínios estão buscando estratégias para elevar a eficiência e a qualidade de sua produção. A palavra de ordem na indústria tem sido automação e inovação tecnológica. Linhas de produção automatizadas e integradas permitem maior produtividade, padronização e redução de custos, ajudando as empresas nacionais a competirem em preço e qualidade mesmo diante de oscilações de mercado. Além disso, observa-se um movimento de consolidação no setor de queijos: fusões e aquisições estão ocorrendo para ganho de escala e acesso a novos mercados consumidores. Exemplos recentes incluem cooperativas expandindo portfólio de queijos finos e grandes laticínios adquirindo produtores regionais para aumentar capacidade e presença geográfica.
Para o segmento específico de requeijão, as perspectivas continuam positivas. O consumo interno segue em alta e há sinais de diversificação de portfólio (versões gourmet, orgânicas etc.). No mercado externo, embora ainda incipiente, o requeijão brasileiro desperta interesse como produto exótico e de alto potencial, dada a inexistência de equivalentes perfeitos fora do Brasil. Essa possibilidade de exportação adiciona mais um incentivo para as indústrias investirem em padrões internacionais de qualidade, shelf life e certificações.
Em resumo, apesar dos desafios de custos de produção, importações, necessidade de investimentos, o setor de requeijão no Brasil vem mostrando resiliência e adaptação. A combinação de demanda interna aquecida, busca por eficiência produtiva e inovação em produtos aponta para um cenário de contínuo crescimento e evolução tecnológica na área de lácteos.
Diante de um mercado exigente, contar com equipamentos modernos é fundamental para garantir padronização, segurança alimentar e produtividade na fabricação de requeijão. A Geiger do Brasil, com mais de 45 anos de atuação no setor de máquinas alimentícias, desenvolveu soluções específicas para otimizar a produção industrial de requeijão e outros queijos processados. Entre os equipamentos para laticínios de destaque da empresa estão o Cutter Mixer GUM/SK e o Thermo Cutter Mixer GTCM, que atendem diferentes escalas de produção com tecnologia de ponta.
A linha GUM/SK da Geiger é projetada para médias produções de requeijão cremoso, queijos processados, cream cheese, creme de ricota e similares. Este equipamento funciona como um misturador industrial de requeijão multifuncional, capaz de executar diversas etapas do processo em um só módulo compacto. Trituração, mistura, emulsificação, termização, fusão e pasteurização são realizadas sequencialmente dentro do próprio Cutter Mixer, eliminando a necessidade de múltiplos tanques ou recipientes separados.
Principais características e diferenciais do GUM/SK incluem:
A linha GUM/SK dispõe de diversos tamanhos, tipicamente de 12 litros até 240 litros de capacidade, com produções por batelada que podem variar de ~7 kg até 150 kg de produto. Essa modularidade permite que laticínios de pequeno e médio porte adotem a tecnologia conforme sua escala. Com isso, obtendo ganhos de produtividade e qualidade imediatos na linha de produção de requeijão.
Para demandas industriais maiores, a Geiger oferece o Thermo Cutter Mixer GTCM, um sistema robusto focado em altas capacidades. Com cuba standard de 340 litros de volume, o modelo GTCM-340 produz em média 200 a 220 kg de requeijão por batelada. Essa máquina integra todas as etapas de processamento – desde a moagem e mistura inicial até a pasteurização e emulsificação final. Ele é similar ao GUM/SK, porém com escala ampliada e recursos adicionais adequados a plantas de grande porte.
Alguns diferenciais do GTCM incluem:
Pensada para indústrias de grande porte, a linha GTCM proporciona precisão, repetibilidade e alta produtividade. Esses são fatores essenciais para reduzir custos unitários e manter a qualidade padronizada em produções elevadas. Como exemplo prático, em 2020 a Geiger entregou um Sistema de Requeijão Cremoso personalizado baseado na GTCM, com capacidade de atingir 1,5 tonelada por hora de produto final. Esse sistema completo incluía elevador automático de ingredientes, funis de pesagem, bomba de vácuo dedicada, tanques auxiliares e CIP, demonstrando a possibilidade de escalar a produção de requeijão com tecnologia nacional de ponta.
O mercado de requeijão no Brasil mostra-se dinâmico e promissor, sustentado pela tradição de consumo local e por um crescimento contínuo na produção. As indústrias que fabricam requeijão encaram, ao mesmo tempo, o desafio de inovar e melhorar processos. O objetivo é se diferenciar em qualidade e otimizar custos diante de uma concorrência cada vez maior. Nesse contexto, investir em tecnologia de processamento não é apenas desejável, mas fundamental. Equipamentos modernos com recursos de vácuo, controle preciso de temperatura, emulsificação eficiente e pasteurização integrada fazem toda a diferença na obtenção de um produto uniforme. A explicação é por ser seguro e de alta aceitação no mercado.
A Geiger do Brasil, referência em máquinas alimentícias, contribui diretamente para essa evolução, oferecendo máquinas para requeijão e soluções completas para equipamentos de laticínios que aliem alta performance e segurança sanitária. Com o Cutter Mixer GUM/SK e o Thermo Cutter Mixer GTCM, indústrias de diversos portes conseguem elevar seu patamar de produção. Sempre com a confiança de obter um produto final de qualidade superior. Assim, a união entre conhecimento de mercado, tradição queijeira e inovação tecnológica garante que o requeijão brasileiro continue conquistando gerações de consumidores e se mantendo como um símbolo da nossa riqueza gastronômica.
