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Requeijão no Brasil: consumo, tendências e tecnologia na produção industrial

O requeijão faz parte da rotina alimentar brasileira. Presente no café da manhã, em lanches e em diferentes preparações culinárias, o produto conquistou espaço tanto nos lares quanto no mercado de alimentação profissional.

Uma publicação técnica disponibilizada pela Universidade Federal de Minas Gerais aponta que o requeijão está presente em 64,5% dos lares brasileiros. O número demonstra a relevância de uma categoria que combina tradição, praticidade e versatilidade de consumo.

Para a indústria de laticínios, porém, essa presença traz um desafio importante. O consumidor espera encontrar a mesma cremosidade, o mesmo sabor e o mesmo desempenho em todas as embalagens.

Por isso, a produção industrial de requeijão depende de um processo preciso. Formulação, temperatura, tempo, velocidade de mistura, intensidade de corte e operação sob vácuo influenciam diretamente o resultado.

O que caracteriza o requeijão?

De acordo com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade estabelecido pela Portaria nº 359/1997, o requeijão é obtido pela fusão de uma massa coalhada, dessorada e lavada. Essa massa pode receber ingredientes lácteos, conforme a classificação do produto.

No caso do requeijão cremoso, a legislação prevê a adição de creme de leite, manteiga, gordura anidra de leite ou outros ingredientes lácteos autorizados. O produto deve apresentar textura cremosa, fina e lisa, além das características físico-químicas previstas na norma.

Essa definição ajuda a entender por que o processamento é tão relevante. Não basta apenas misturar os ingredientes. É necessário promover a fusão da massa, distribuir corretamente a gordura e a água e formar uma estrutura estável.

Além disso, a Portaria estabelece que, durante a fusão, o produto deve ser submetido a um aquecimento mínimo de 80 °C durante 15 segundos ou a uma combinação equivalente de tempo e temperatura.

Em 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária iniciou uma revisão do regulamento técnico do requeijão cremoso. Portanto, os laticínios também devem acompanhar possíveis atualizações relacionadas à identidade, à composição e ao processamento do produto.

O que o mercado espera do requeijão?

O requeijão está inserido em diferentes momentos de consumo. Ele pode ser utilizado diretamente no pão, em receitas domésticas, em pizzas, salgados, molhos, recheios e pratos prontos.

Essa variedade amplia as oportunidades para os fabricantes. Ao mesmo tempo, exige produtos com comportamentos específicos.

Um requeijão destinado ao consumo direto precisa oferecer boa espalhabilidade e uma percepção agradável de cremosidade. Já um produto voltado ao food service pode precisar de maior resistência térmica, rendimento adequado e comportamento estável durante o preparo.

Entre as principais tendências da categoria estão:

  • Desenvolvimento de texturas específicas para cada aplicação;
  • Produtos destinados ao varejo e ao food service;
  • Formulações com diferentes posicionamentos nutricionais;
  • Versões sem lactose ou com redução de determinados componentes;
  • Novos sabores e combinações;
  • Embalagens voltadas à praticidade;
  • Maior controle sobre padronização e rendimento industrial.

No entanto, ampliar o portfólio sem organizar o processo pode aumentar a variabilidade entre os lotes. Por isso, flexibilidade produtiva e controle precisam avançar juntos.

Por que a textura do requeijão pode variar?

A textura é um dos principais critérios de aceitação do requeijão. Ela depende da interação entre proteínas, gordura, água, sais emulsificantes e demais componentes da formulação.

Durante o processamento, as proteínas precisam participar da formação de uma estrutura capaz de manter a gordura e a fase aquosa distribuídas. Quando esse equilíbrio não ocorre, podem aparecer problemas como separação de gordura, presença de grumos, baixa cremosidade ou textura irregular.

Diversos fatores podem causar alterações:

  • Qualidade e composição da massa utilizada;
  • Proporção entre água, gordura e proteínas;
  • Tipo e dosagem dos sais emulsificantes;
  • pH da formulação;
  • Ordem de adição dos ingredientes;
  • Temperatura e tempo de processo;
  • Velocidade do conjunto de facas;
  • Intensidade de mistura;
  • Incorporação de ar;
  • Temperatura de descarga e envase.

Portanto, uma boa formulação precisa estar acompanhada por parâmetros de processamento bem definidos.

As principais etapas da produção industrial de requeijão

Embora cada indústria trabalhe com formulações e métodos próprios, a produção industrial de requeijão costuma envolver algumas etapas essenciais.

Preparação e dosagem dos ingredientes

O processo começa com a preparação da massa e dos demais ingredientes. A dosagem correta é fundamental para manter a composição e o rendimento previstos.

Além da quantidade, a sequência de carregamento também pode afetar a dispersão dos componentes. Por isso, a operação deve seguir uma receita definida e validada.

Corte e trituração da massa

A redução da massa em partículas menores aumenta a área de contato entre os ingredientes. Como resultado, a mistura e a transferência de calor tornam-se mais eficientes.

Uma trituração irregular pode prolongar o processo ou deixar partículas perceptíveis no produto.

Mistura e emulsificação

Durante essa etapa, água, gordura e proteínas precisam formar uma massa uniforme. A ação das facas, da pá homogeneizadora e dos sais emulsificantes contribui para a formação da textura desejada.

A velocidade e o tempo de processamento devem ser ajustados conforme a formulação. Um processo insuficiente pode deixar a emulsão instável. Por outro lado, um processamento excessivo também pode modificar a estrutura do produto.

Aquecimento e fusão

O aquecimento permite a fusão da massa e participa do tratamento térmico do requeijão. Para isso, é preciso controlar a curva de temperatura e garantir uma distribuição térmica adequada.

O vapor direto transfere calor rapidamente. Entretanto, o condensado incorporado deve ser considerado no balanço de água da formulação. Já o aquecimento indireto utiliza a camisa do equipamento, sem contato direto do vapor com o produto.

A escolha entre os sistemas depende da receita, da capacidade, do tempo de ciclo e das características desejadas.

Operação sob vácuo

O vácuo reduz a presença de ar incorporado durante a mistura. Dessa forma, contribui para uma textura mais uniforme e para a redução de bolhas no produto.

Além disso, a menor exposição ao oxigênio ajuda a limitar reações de oxidação que podem afetar cor, sabor e estabilidade.

No entanto, a vida útil não depende somente do vácuo. Ela também está relacionada à qualidade das matérias-primas, ao tratamento térmico, à higiene, à embalagem e às condições de armazenamento.

Descarga e transferência para o envase

Após atingir os parâmetros estabelecidos, o requeijão deve ser descarregado de forma controlada. O sistema de transferência precisa considerar a viscosidade e evitar perdas de temperatura ou movimentações que alterem a estrutura final.

A integração entre processamento e envase também reduz intervenções manuais e pontos de contato com o produto.

Como a Geiger atende à produção de requeijão?

A Geiger do Brasil desenvolve equipamentos para cortar, triturar, misturar, aquecer, fundir e emulsificar produtos alimentícios.

Na produção de requeijão, suas soluções permitem reunir diferentes operações em um mesmo equipamento. Isso facilita o controle dos parâmetros e reduz transferências entre recipientes.

O portfólio atende desde lotes menores até linhas industriais de grande capacidade.

Cutter Mixer GUM/SK: flexibilidade para diferentes volumes

A linha Cutter Mixer GUM/SK foi desenvolvida para processos que necessitam de aquecimento. Suas aplicações incluem requeijão cremoso, requeijão culinário, cream cheese, creme de ricota e queijos processados.

O equipamento reúne funções de trituração, mistura, fusão, tratamento térmico e emulsificação. Além disso, pode trabalhar com aquecimento direto por vapor, aquecimento indireto e resfriamento pela camisa.

A linha possui os seguintes modelos:

  • GUM/SK-12E: tanque de 12 litros e aproximadamente 7 kg por batelada;
  • GUM/SK-25E: tanque de 25 litros e aproximadamente 15 kg por batelada;
  • GUM/SK-50E: tanque de 50 litros e aproximadamente 30 kg por batelada;
  • GUM/SK-130E: tanque de 130 litros e aproximadamente 80 kg por batelada;
  • GUM/SK-240E: tanque de 240 litros e aproximadamente 150 kg por batelada.

Os volumes efetivamente processados podem variar conforme a formulação, a densidade, a viscosidade e os parâmetros adotados.

Dependendo do modelo e da configuração, a linha também pode contar com descarga eletropneumática, medidor de vazão de água, controle de temperatura, automação e conexões para limpeza CIP.

Essa variedade permite escolher uma solução compatível com o volume atual da indústria, o número de receitas e a estratégia de crescimento da operação.

GTCM-340: maior capacidade por batelada

Para laticínios que trabalham com volumes maiores, a Thermo Cutter Mixer GTCM-340 possui tanque de 340 litros e capacidade aproximada de 200 a 220 kg por batelada, dependendo do produto.

A máquina executa trituração, mistura, fusão, emulsificação e processamento térmico. As operações também podem ser realizadas sob vácuo.

O sistema de aquecimento direto favorece a transferência rápida de calor. Já o aquecimento ou resfriamento indireto amplia o controle sobre o processo.

A descarga pode ser adaptada às características da linha. Além disso, o equipamento pode receber itens como medidor de creme, elevador para carregamento e outros recursos de integração.

GTCM-800: escala para produções de alta demanda

A GTCM-800 amplia a capacidade da linha de Thermo Cutter Machines da Geiger. O equipamento possui capacidade nominal de 800 litros por batelada e pode alcançar até 3.200 litros por hora, dependendo do produto e do ciclo aplicado.

Entre seus recursos estão:

  • Aquecimento por vapor direto;
  • Operação sob vácuo;
  • Facas de alta velocidade;
  • Pá homogeneizadora com raspador;
  • Controle automático de temperatura;
  • Alimentação de líquidos por medidores de vazão;
  • Elevador para ingredientes sólidos;
  • Descarga automática;
  • Integração com sistemas de limpeza CIP;
  • Possibilidade de integração com tanques de insumos e buffer tank.

A GTCM-800 foi desenvolvida para processos de alta viscosidade que exigem escala e repetibilidade. Entre suas aplicações estão o requeijão cremoso, os queijos processados, o cream cheese e outros produtos de base cremosa.

Conheça as especificações da GTCM-800.

O que avaliar antes de escolher uma máquina para requeijão?

A capacidade nominal é importante, mas não deve ser o único critério de escolha.

Antes de dimensionar o equipamento, a indústria precisa analisar:

  • Volume desejado por batelada e por hora;
  • Quantidade de receitas produzidas;
  • Viscosidade do produto;
  • Temperatura necessária;
  • Tempo médio de processamento;
  • Tipo de aquecimento;
  • Disponibilidade e qualidade do vapor;
  • Necessidade de operação sob vácuo;
  • Forma de carregamento dos ingredientes;
  • Sistema de descarga;
  • Integração com envase e tanques;
  • Procedimentos de limpeza;
  • Espaço e layout disponíveis.

Esse levantamento evita tanto o subdimensionamento quanto a escolha de uma estrutura incompatível com o fluxo da fábrica.

Tecnologia para transformar consumo em eficiência industrial

Estar presente em 64,5% dos lares mostra que o requeijão conquistou um espaço relevante no mercado brasileiro. Para os laticínios, essa demanda representa oportunidades de crescimento, diversificação e atendimento a diferentes canais.

No entanto, crescer exige domínio sobre o processo. A textura precisa ser repetível, o tratamento térmico deve seguir parâmetros validados e o equipamento deve acompanhar a capacidade planejada.

As linhas GUM/SK, GTCM-340 e GTCM-800 permitem atender diferentes níveis de produção. Elas integram etapas importantes e oferecem recursos como aquecimento, emulsificação, vácuo, automação e adaptação ao fluxo industrial.

Para definir a solução mais adequada, entre em contato com a equipe da Geiger do Brasil. A análise da formulação, do volume e das condições da planta é o primeiro passo para dimensionar um equipamento compatível com os objetivos da produção.

Com mais de 45 anos de experiência a Geiger possui um portfólio amplo de soluções para atender o setor de laticínios, indústrias alimentícias, cozinhas industriais, restaurantes, lanchonetes, confeitarias e muito mais.
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